Só Vou Chegar Mais Tarde: Edvaldo Santana

Oitavo registro-solo em uma trajetória marcada pela independência

Teca Lima 22/11/16 12:45 - Atualizado em 22/11/16 12:51

Detalhe da capa do CD "Só Vou Chegar Mais Tarde", de Edvaldo Santana (Foto: Aline Grego)

“Quando resolvi cair na estrada pra cantar de vez/ era já final de sonho/ agora não dá mais pra voltar atrás/ esse vício tá no sangue”. Com esses versos de “40”, Edvaldo Santana abre seu novo disco Só vou chegar mais tarde. Desde esse momento em que fez a escolha pela música, há quatro décadas, foram oito álbuns lançados e incontáveis canções - ele compõe desde os 13 anos. As parcerias muitas contam com nomes como Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes, Tom Zé e Paulo Leminsky.

Mestre em misturar blues e rock com variados ritmos brasileiros, Edvaldo tem linguagem única, personalíssima, além do diferencial de sua voz rouca e rascante, e o estilo que tem levado um público cativo aos seus shows no circuito independente. Independência é, aliás, sua característica mais marcante.

Este oitavo CD, produzido por ele com o parceiro de longa data Luiz Waack, reforça a positiva diverdidade de movimentos em sua música e uma aproximação mais efetiva com o dixieland, com aposta em naipes de metais e temperos como banjo, washboard e gaita.


A prosa boa de Edvaldo, aqui bastante autobiográfica, passeia pelo futebol, com homenagem ao Doutor Sócrates; solidão em headfones, sua arte e a eterna batalha.  São doze temas inéditos e, no bônus, uma versão de Augusto de Campos para poema provençal de Guillaume de Poitiers, musicado por ele.


Participações especiais de Rita Benneditto e Alzira E (duo perfeito). O trabalho gráfico, sempre cuidadoso, desta vez coube a Dennis Vecchione que apresenta belas xilogravuras.

Da quebrada, e também das antigas, Edvaldo Santana vem percorrendo esse caminho único, sólido, e segue merecendo um lugar de maior reconhecimento dentro da nossa música para o seu blues-folk-rock caboclo, solar e cheio desta liberdade que faz a diferença.  “Quem não tem o rabo preso, anda solto na cidade” é a mais completa tradução de tudo isso (ouça faixa-título ao final).


Lançamento do CD Só vou chegar mais tarde – 01/12/2016 – teatro do Sesc Pompeia – 21h

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Faixas

01. 40 (Edvaldo Santana)
02. Só Vou Chegar Mais Tarde (Edvaldo Santana)
03. Predicado (Edvaldo Santana)
04. Ando Livre (Edvaldo Santana) Part. Rita Benneditto
05. Gelo No Joelho (Edvaldo Santana / Luiz Waack)
06. O Retorno do Cangaço (Edvaldo Santana)
07. Sou da Quebrada (Edvaldo Santana)
08. Dom (Edvaldo Santana)
09. Fazendo Pra Aprender (Edvaldo Santana)
10. Arte Depura (Edvaldo Santana)
11. Domínio (Edvaldo Santana)
12. Cabeça Na Mesa (Edvaldo Santana) Part. Alzira Espíndola
13. Canção (Versão de Augusto de Campos do poema provençal de Guillaume de Poitiers musicado por Edvaldo Santana)

Ficha Técnica

Produção: Luiz Waack e Edvaldo Santana
Concepção Musical, Arranjos e Arregimentação: Edvaldo Santana e Luiz Waack
Gravado e mixado no HS Waack
Auxiliar Técnico: Pedro Renaud
Masterizado por Renato Coppoli no estúdio Zoing! Audio Freaks
Capa e Projeto Gráfico: Dennis Vecchione

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