Feminina

O feminismo por compositoras e compositores no Bossamoderna de Tárik de Souza

Eduardo Weber 06/04/16 11:48 - Atualizado em 06/04/16 11:53

Reprodução

O Bossamoderna e as abordagens diversificadas do feminino. A compositora, violonista e cantora carioca Joyce Moreno milita no tema desde o disco de estreia, que levou seu nome, em 1968. “Não muda, não”, ela canta e sorri - para e do parceiro.
 

Na mesma tecla afetiva, Joyce tinha assombrado o Festival Internacional da Canção de 1967 com “Me disseram”, outra faixa incluída em seu disco de 1968. Já a composição icônica do gênero, “Feminina”, que ela lançou em seu disco homônimo de 1980. Também da cantora, compositora e ativista Joyce Moreno é o autoexplicativo “Samba de mulher”, parceria com a flautista paulistana Lea Freire.
 

Com a letrista carioca Ana Terra, Joyce escreveu um de seus maiores sucessos, “Essa mulher”, gravado por Elis Regina. Também com o parceiro Paulo César Pinheiro, aborda a questão de gênero: “Eu sou aquela”.
 

Canta a potiguar Liz Rosa, que também singra “Coisa feita”, em que o acendrado trio João Bosco, Paulo Emilio e Aldir Blanc esculpe a espevitada “Princesa do Daomé”. Outra personagem espalha brasa rodopia no farpado “Semeou cumpadi”, de Beto Soroli com a mineira Janaína Moreno.
 

O Bossamoderna abre alas para o ponto de vista masculino. “Você, mulher, você”, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza com Ivan e o Trio Mocotó, gravação de 1971, quando o solista misturava samba e rouquidão soul. Dois anos antes, em 1969, no Festival Internacional da Canção, Taiguara hierarquizava: “Flor, manequim, depois mulher”.
 

Da nova cena musical paulistana, Rômulo Fróes, samba no assimétrico “Qualquer coisa em você, mulher”, do artista plástico e compositor Clima. Anelis Assumpção evoca o pai, Itamar Assumpção, em “Mulher segundo meu pai”, de autoria dele.
 

A niteroiense Arícia Mess proclama “sou afro-brasileira”, em “Bate folha Jurema”, parceria dela com Paula Pretta. E esta edição feminina do Bossamoderna encerra com “Desejo de mulher”, de Zélia Duncan e Hamilton de Holanda, na voz cálida da cantora paulistana Célia.

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Bossamoderna
Feminina
Apresentado na RCB - Sábado, 19 de março de 2016, às 15 horas.
Programa de Tárik de Souza
Produção: Rádio MEC – Rio de Janeiro

 

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