Janela dos novos 56

A edição do Bossamoderna abre com o novo CD da cantora paulista Cida Moreira, “Soledade”.

Eduardo Weber 05/05/16 18:26 - Atualizado em 05/05/16 18:36

Reprodução

A edição do Bossamoderna abre com o novo CD da cantora paulista Cida Moreira, “Soledade”. Dele é uma revisita a um dos emblemas do Clube da Esquina mineiro, “Um gosto de sol”, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, de 1972. Há também uma releitura à maneira do argentino renovador do tango Astor Piazzola, do megaclássico “Construção”, de Chico Buarque, de 1971. Integrado por Lila, Maria Luiza, Matheus e Rogério Von Kruger, o Quarteto Primo, de ascendência mineira, recria outro clássico do Clube da Esquina, “Fazenda”, de Nelson Ângelo, que participa na guitarra. A faixa é do disco independente “Alunar”. Grupo vocal clássico, de quatro vozes: soprano, contralto, tenor e baixo o Quarteto Primo recria ainda a latinista “San Vicente”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

 

Voz singular, o gaúcho Filipe Catto lança disco novo, “Tomada”. Uma das faixas é “Do fundo do coração”, de Taciana Barros e Julio Barroso, da Gang 90, do disco do grupo, “Rosas e tigres”, de 1985. Dele também é “Adorador”, parceria do cantor com o carioca Pedro Luis, líder do Monobloco.

 

Paulista, que estudou no Berklee College of Music de Boston, nos Estados Unidos, e foi aluno do fabuloso Moacir Santos, Flávio Bala que toca saxes alto, tenor e soprano, traz o gênio do samba carioca Noel Rosa para o ambiente do jazz. No CD “Noel Rosa ao entardecer”, ele ginga na malícia de “Onde está a honestidade”, de 1933. E também em “Até amanhã”, outra composição do Filósofo da Vila Isabel, lançada em 1933.

 

Outro saxofonista, o carioca Leo Gandelman também escalou Noel Rosa em seu mais recente disco, “Velhas ideias novas: o sax da gafieira no samba jazz”. O tema é “Feitio de oração”, de Noel e Vadico, também de 1933, em faixa de seu disco “Velhas ideias novas: o sax de gafieira no samba jazz”. Nele entra um clássico do sambalanço “Menina moça”, de Luis Antonio, sucesso na voz de Tito Madi, em 1959.

 

Do núcleo paulista que cultua artes plásticas e música, complementado por Rômulo Fróes e Nuno Ramos, Eduardo Climachauska, o Clima, acaba de estrear em disco: “Monumento ao soldado desconhecido”. Uma das faixas é o frevo assimétrico “Alguém responde para mim”, parceria dele com Nuno Ramos. “Mamãe papai” é outra parceria da dupla.

 

E este Janela dos Novos fecha com o novo disco de inéditas de Djavan, “Vidas pra contar”. Que traz a quebradeira de “Aridez” e ainda o sarcástico “Enguiçado”, retrato de tempos e comportamentos turvos.

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Bossamoderna
Janela dos Novos 56
Apresentado na RCB - Sábado, 09 de abril de 2016, às 15 horas.
Programa de Tárik de Souza
Produção: Rádio MEC – Rio de Janeiro

 

 

 

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