Samba - Gafieira

O Bossamoderna tira para dançar uma das modalidades do gênero, o samba de gafieira, também chamado de samba-choro e samba sincopado.

Eduardo Weber 05/05/16 18:30 - Atualizado em 05/05/16 18:32

Reprodução

No ano em que celebra o centenário do samba, o Bossamoderna tira para dançar uma das modalidades do gênero, o samba de gafieira, também chamado de samba-choro e samba sincopado. Alguns ases do pedaço estarão nesse baile como o bamba mineiro mangueirense Geraldo Pereira, de “Sem compromisso”, parceria com Nelson Trigueiro, na voz de Chico Buarque.

 

Joyce Moreno infiltra “Lamarca na gafieira”, parceria dela com Sylvia Sangirardi. Ás do teclado do sambalanço, incluindo o órgão e o solovox, o músico, compositor e produtor carioca Djalma Ferreira estabeleceu a sua “Gafieira”.

 

Já os cariocas Mauricio Tapajós e Aldir Blanc fotografam “Antonieta na gafieira”, parceria tripartite com Paulo Emilio. Trompetista e cantora exímia, a maranhense Alcione avisa: “A dona sou eu”, de Paulinho Rezende e Nenéo.

 

Diretamente da Lapa carioca, Zé Paulo Becker e Marcos Sacramento mandam “No Clube Democráticos”, parceria de Becker e Paulo César Pinheiro. A chapa esquenta “No Baile do Risca-Faca”, do alagoano Jorge Costa e Durum Dum Dum, na voz do paulistano Germano Mathias. Mais ameno é o “Baile do Elite”, a convite dos cariocas João Nogueira e Nei Lopes, com João. Também de Nei Lopes é o “Malandro JB”, parceria com Renato Barbosa, que João Nogueira gravou em seu disco “Espelho”, de 1977.

 

“Domingo no Orfeão Portugal” encontram-se a clarineta do paulista Paulo Moura e o violão do petropolitano Raphael Rabello. A paulista Paula Lima funkeia a “Gafieira SA", de Seu Jorge. Ainda no mesmo groove derivado do soul funk americano é a “Gafieira universal”, de Barrosinho e Cláudio Stevenson, com a Banda Black Rio. O mineiro Thiago Delegado em parceria com o lapeano carioca Edu Krieger retrata o “Malandrote”, sincopado por Aline Calixto. A também carioca Gabi Buarque maximiza: “Gafieiríssima”, escrita por ela em parceria com Vidal Assis.

 

Tárik de Souza pergunta: tem gafieira no Japão? A paulistana descendente de nipônicos Lisa Ono leva o sincopado para o Oriente com “A gafieira”, de José Paulo Aouila e Paulo César Pinheiro. Megaclássico da gafieira instrumental de autoria do trombonista carioca Raul de Barros, em parceria com Ary Santos, “Na glória” ressurge em seu esplendor no trombone do paulista Silvio Gianetti. A carioca Elza Soares decreta os “Estatutos da gafieira”, do paraense Billy Blanco. Outro clássico do ramo escrito por Billy Blanco, o “Pistom de gafieira”, estreou na voz de Silvio Caldas, em 1958, e no sincopado sombreado de Jorge Veiga encerra este Bossamoderna.

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Bossamoderna
Samba - Gafieira
Apresentado na RCB - Sábado, 02 de abril de 2016, às 15 horas.
Programa de Tárik de Souza
Produção: Rádio MEC – Rio de Janeiro

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