Zé Kéti

Uma homenagem ao compositor Zé Kéti, um dos principais nomes da história do samba carioca.

Eduardo Weber 08/10/12 19:04 - Atualizado em 08/10/12 19:04

Detalhe da capa do LP \"Sucessos de Zé Kéti\", de 1967. (Reprodução)

No dia em que completaria 89 anos, o Estúdio F apresenta um especial sobre Zé Kéti, compositor que é considerado por Eduardo Gudin como um dos cinco principais nomes da história do samba carioca, ao lado de Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e Cartola.

José Flores de Jesus nasceu no Rio de Janeiro em 06 de outubro de 1921, sendo neto e filho de músicos. O avô era flautista, pianista e companheiro de Pixinguinha: João Dionísio Santana. O pai tocava cavaquinho: Josué Vale de Jesus. O menino José Flores logo se interessou por música e como era um garoto bem comportado, ganhou o apelido de Zé Quietinho. Do apelido nasceu seu nome artístico, que foi escrito de várias formas em capas de discos, créditos de filmes, cartazes de shows e programas de teatro: Zé Kéti, Zé Ketti e Zé Ketty, sempre com K e muita variação em relação à acentuação.

A música do portelense Zé Kéti serviu como luva para vários propósitos artísticos no teatro, na televisão e no cinema. Nelson Pereira dos Santos incluiu sambas seus nos filmes “Rio, 40 graus” e “Rio, zona norte”, ainda na década de 50. No espetáculo “Opinião”, de Augusto Boal produzido em 1964, Zé Kéti atuava ao lado de Nara Leão e João do Valle interpretando sambas sociais de sua autoria, entre eles “Diz que fui por ai”, “Acender as velas” e “Opinião”.

Zé Kéti também divulgou novos compositores ao mundo disco, entre eles Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nescarzinho do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, Oscar Bigode e Zé Cruz, que sob sua liderança formaram o conjunto A voz do morro.

A história desse importante nome da música brasileira e seus grandes sucessos é tema do Estúdio F, comandado por Paulo César Soares. O especial apresenta em ordem cronológica a arte desse artista falecido aos 78 anos de idade, em 14 de novembro de 1999.

No repertório, além das músicas já citadas, estão presentes, entre outras, “Máscara negra”, “Nega Dina”, “Malvadeza Durão” e “A voz do morro”.

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