Adelino Moreira

A vez da dor-de-cotovelo e da boêmia

Eduardo Weber 02/05/18 15:33 - Atualizado em 02/05/18 15:36

Adelino Moreira (Divulgação)

Nascido em Portugal em 28 e março de 1918, Adelino Moreira de Castro mudou-se com a família para o Brasil quando tinha apenas um ano de idade. Aqui, trabalhou com o pai, aprendeu bandolim e guitarra portuguesa e se lançou como cantor na Rádio Clube do Brasil, ainda nos anos 30. Não era seu forte. Ele realmente se consagrou como compositor de marcha, seresta, bolero e de muito samba-canção.

 

“A volta do boêmio”, “A deusa do asfalto”, “Escultura”, “Enigma”, “Fica comigo esta noite”, “Cinderela” e “Doidivana” são algumas de suas mais de 1.200 composições que embalaram a dor-de-cotovelo de muito marmanjo, notadamente nos anos de 1950 e 1960.

 

O Estúdio F apresenta o perfil do compositor que passou a ser chamado de ‘brega’, mas que recebeu homenagens de nomes como os de Maria Bethânia, que gravou “Negue”, da cantora de Cabo Verde, Cesária Évora, de Angela Ro Rô, Ney Matogrosso, Angela Maria, Tetê Espíndola e até mesmo do grupo de rock Camisa de Vênus.

 

O programa lembra também de seu principal parceiro e intérprete, Nelson Gonçalves, que foi sem dúvida o maior divulgador de sua obra. Adelino Moreira faleceu em 07 de maio de 2002, sendo um dos compositores que mais arrecadou direito autoral em seu tempo.

 

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte
348
Adelino Moreira
Quarta-feira, 02 de maio de 2018, às 9 e às 21 horas.
Domingo, 06 de maio, às 15 horas.
Apresentação: Pedro Paulo Malta

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