Anastácia

A rainha do forró

Eduardo Weber 26/05/20 15:09 - Atualizado em 26/05/20 15:18

(Divulgação)

Se há poucas compositoras mulheres na música popular, quando se trata de música regional o número é ainda menor. Anastácia é uma das raras exceções a predominar no universo particularmente masculino.

 

Lucinete Ferreira nasceu em Recife em 30 de maio de 1941. Desde cedo se interessou em participar de blocos e festas até ser convidada para atuar na Rádio Jornal do Comércio, onde permaneceu por seis anos, ora cantando, ora atuando como humorista.

 

Já em São Paulo, na década de 1960, assumiu o nome artístico de Anastácia. Seu primeiro disco foi gravado em 1965 com a música “Uai, uai” (Venâncio e Corumba) e não demorou para ser convidada para abrir shows de Luiz Gonzaga, quando conheceu Dominguinhos, que viria a ser seu marido e parceiro em mais de 100 músicas, entre elas “Mundo de amor”, “Eu só quero um xodó”, “Tenho sede” e “Contrato de separação”.

 

O Estúdio F apresenta esse repertório nas vozes de Marinês, Gilberto Gil e Nana Caymmi. Há registros curiosos como a gravação em forma de bolero de “Que fizeste do amor”, gravação de 1971 com Waldik Soriano.

 

Na voz de Anastácia, destaque para “Meu santo é brasa” (feita com Jackson do Pandeiro), “Um travesseiro só” (de sua autoria) e a que está no CD “Ave de arribação” de 2015, “Se meus olhos falassem”, uma das quatro músicas inéditas de sua parceria com Dominguinhos (1942-2013) incluídas neste trabalho.

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte

456

Anastácia

 

Quarta-feira, 27 de maio, às 09 e às 17 horas.

 

Apresentação: Pedro Paulo Malta

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