Casquinha

Uma estrela da Portela.

Eduardo Weber 18/02/20 17:29 - Atualizado em 18/02/20 18:02

Capa do CD 'Casquinha da Portela' (Divulgação)

Ele foi jogador de futebol e um bamba do partido alto e do samba sincopado. Nascido em primeiro de dezembro de 1922, Otto Henrique Trepte se tornou nome importante da Portela, uma das principais escolas de samba do Rio de Janeiro. Ele éCasquinha, apelido adquirido dos tempos de infância no bairro de Osvaldo Cruz.

 

Amigo de Candeia, Casquinha entrou na ala dos compositores da azul e branca a seu convite. Ali atuou como ritmista e integrante da Velha Guarda da escola. Pela Portela venceu carnavais, sendo o primeiro em 1959 com o enredo “Brasil, panteão de Glórias”.

 

O Estúdio F apresenta uma seleção de obras de Casquinha, e na sua voz, muitas delas compostas com Candeia, seu principal parceiro, entre elas “Outro recado”, “Era quase madrugada”, “Falsas juras” e “Casa amarela”. O programa apresenta registros raros, como a primeira gravação de seu maior sucesso, “Recado”, com solo vocal de Paulinho da Viola, quando este integrava o conjunto “A voz do morro”, em meados da década de 1960.

 

“Coroa avançada”, com Zeca Pagodinho; “O gorjear da passarada”, com Teresa Cristina e o grupo Semente; “A chuva cai”, com Beth Carvalho; e “O samba não tem cor”, com o próprio compositor, estão nesta edição que mostra o legado de um sambista autêntico falecido aos 95 anos, em 03 de outubro de 2018, em Bangu, subúrbio carioca.

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte
442
Casquinha
Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020, às 9 e às 17 horas.
Apresentação: Pedro Paulo Malta

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