Ederaldo Gentil

A dialética da humildade e da pequenez

Eduardo Weber 26/12/18 11:52 - Atualizado em 26/12/18 11:53

Ederaldo Gentil (Divulgação)

Ederaldo Gentil é tema desta edição do Estúdio F que, ao focalizar sua obra, apresenta um aspecto pouco conhecido do carnaval baiano, o samba enredo, e também destaca um dos nomes mais importantes da música afro-religiosa do Recôncavo.

 

Ederaldo Gentilfoi um dos grandes criadores de samba enredo do carnaval de Salvador. Fato que começou ainda nos anos de 1960, tendo escrito sambas enredo para várias escolas da capital baiana, entre elas “Filhos do Tororó”.

 

Nascido no centro de Salvador em 07 de setembro de 1943, Ederaldo foi criado em bairro pobre e sua sobrevivência nunca foi exclusivamente da música, tendo trabalhado, entre outras coisas, como ourives e relojeiro.

 

Sua música foi gravada por nomes importantes da música brasileira. Alcione registrou Agolonã. Gilberto Gil, Luandê; Jair Rodrigues gravou “Alô, Madrugada”; Elza Soares, “A saudade me mata”; e Clara Nunes, “O ouro e a madeira”, considerado seu maior sucesso.

 

Tendo como parceiros Nelson Rufino, Roque Ferreira, Batatinha e Edil Pacheco, Ederaldo Gentil teve poucos discos gravados em vida. Recentemente sua discografia foi relançada em box com cinco volumes, tendo ali sambas interpretados por ele, como “Di menor” e “Adeus, Amor”.

 

O músico faleceu aos 64 anos, em 03 de março de 2012, na sua cidade natal.

 

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte
382
Ederaldo Gentil
Quarta-feira, 26 de dezembro de 2018, às 9 e às 21 horas.
Domingo, 30 de dezembro, às 15 horas.
Apresentação: Pedro Paulo Malta

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