Guilherme de Brito

O poeta da finitude.

Eduardo Weber 10/03/20 12:04 - Atualizado em 10/03/20 12:06

Guilherme de Brito (Foto: Jair Berrtolucci - CEDOC FPA)

Os pais gostavam de música. A mãe se arriscava ao piano. O pai, no violão. Não por acaso ganhou aos 12 anos seu primeiro instrumento, um cavaquinho. Morando em Vila Isabel, não demorou para Guilherme de Brito se tornar um compositor popular, em especial de samba.

 

A finitude é uma das marcas de sua obra. Vale lembrar as muitas que composições criadas com o fiel amigo Nelson Cavaquinho, entre elas “Quando eu me chamar saudade”, “Choro do adeus”, “Gotas de luar”, “Meu dilema” e “Pranto do poeta”, todas incluídas no repertório deste Estúdio F.

 

Ao retratar o legado de Guilherme de Brito,o programa traz registros de Clara Nunes (“Minha festa”), Originais do Samba (“O bem e o mal”), Paulo César Pinheiro (“Tatuagem”) e Beth Carvalho (Deus me fez assim”).

 

A edição apresenta registros dos cinco discos gravados por Guilherme de Brito ao longo da vida, entre eles “Minha terra” (com a velha guarda da Mangueira); “Distância”, que ele canta com Fagner, também seu parceiro nesta composição; e “Erva daninha”, que ele divide com Cássia Eller. “Folhas Secas” e “A flor e o espinho”, reconhecidamente seus maiores sucessos, também estão presentes no roteiro musical.

 

Guilherme de Brito faleceu aos 84 anos, em 26 de abril de 2006, no Rio de Janeiro.

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte
445
Guilherme de Brito
Quarta-feira, 11 de março de 2020, às 9 e às 17 horas.
Apresentação: Pedro Paulo Malta

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