Leila Pinheiro – 60 anos

Uma voz desgarrada da Bossa Nova

Eduardo Weber 20/10/20 20:47 - Atualizado em 20/10/20 20:51

Leila Pinheiro (Reprodução da Internet)

O Estúdio F presta homenagem à Leila Pinheiro nascida há 60 anos, em 16 de outubro de 1960, em Belém do Pará. Cantora muito influenciada pela bossa nova, gênero que ouvia em casa com seu pai, o empresário e gaitista Altino, e que marcou sua carreira, principalmente, em seu início.
 
A sua estreia nos palcos se deu aos 10 anos de idade. Em 1981 desistiu do curso de medicina e para ser cantora no Rio de Janeiro. Gravou o primeiro disco em 1983 com nomes importantes ao seu lado: João Donato, Francis Hime, Ivan Lins, Toninho Horta e Tom Jobim. O sucesso surgiu dois anos depois quando defendeu o samba “Verde”, de Eduardo Gudin e JC Costa Netto, no Festival dos Festivais da Rede Globo. A música conquistou o terceiro lugar e Leila Pinheiro recebeu o prêmio de revelação.
 
Sua carreira internacional teve impulso por conta de Roberto Menescal, que precisava de uma jovem voz para disco comemorativo dos 30 anos da Bossa Nova a ser lançado no Japão. Surgia o CD “Bênção, Bossa Nova”, lançada lá e aqui.
 
Esse não foi o único disco temático da cantora, pianista e também compositora paraense. “Cata-vento e Girassol” só conta com composições de Guinga e Aldir Blanc. Em 2010 lança “Meu segredo mais sincero”, em homenagem à Renato Russo. Em 2020, lança novo trabalho temático, “Cenas e um amor”, com o conjunto Seis Com Casca, só com músicas de compositores eruditos.
 
O Estúdio F passa a limpo a carreira de Leila Pinheiro que, nas palavras do jornalista Luís Antônio Giron, “sua voz ilumina o caminho das composições, orienta os músicos e faz do gosto refinado uma forma de arte”.
 
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Estúdio F – momentos musicais da Funarte
472
Leila Pinheiro
 
Quarta-feira, 21 de outubro, às 09 e às 17 horas.
Apresentação: Pedro Paulo Malta
 

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