Noca da Portela

Enquanto houver samba, a alegria continua

Eduardo Weber 08/01/19 17:12 - Atualizado em 08/01/19 17:24

Noca da Portela (Divulgação)

Osvaldo Alves Pereira é o nono filho de uma família mineira de Leopoldina. Nasceu em 1936. Tornou-se outro ilustre cidadão do samba carioca vindo das bandas das Gerais, fixando-se com a família em Madureira. O apelido de infância, Noca, se manteve na vida adulta, mas ao entrar para a escola azul e branco, passou a ser conhecido como Noca da Portela.

 

Compositor de sambas enredos vencedores, o portelense de corpo e alma também atuou como compositor em vários blocos do Rio de Janeiro. O mais conhecido é o Cacique de Ramos, para quem compôs, por exemplo, “Caciqueando”.

 

São mais de 300 composições. A música de Noca da Portela não se limita às festas. Questões sociais, raciais e políticas estão presentes em suas criações. Lançada por Beth Carvalho, “Virada” foi muito cantada à época das Diretas, fruto de sua parceria com seu filho Gilper (Gilberto Pereira). Sambas como como “A cor da minha raça”, gravada por Luiz Carlos da Vila, e “Eu sou Favela”, gravada por Bezerra da Silva, são exemplos de suas preocupações transformadas em música popular.

 

O Estúdio F traz registros de sua obra nas vozes de Paulinho da Viola, Alcione, Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Candeia e do próprio Noca da Portela, como em “Alegria continua”, um de seus sucessos criados com Mauro Duarte.

 

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte

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Noca da Portela

Quarta-feira, 09 de janeiro de 2019, às 9 e às 21 horas.

Domingo, 13 de janeiro de 2019, às 15 horas.

Apresentação: Pedro Paulo Malta

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