Roberto Corrêa

A tradição da viola no século XXI

Eduardo Weber 05/11/19 16:19 - Atualizado em 05/11/19 16:21

Roberto Corrêa (divulgação)

Nascido em Campina Verde, interior de Minas Gerais, em 11 de março de 1957, Roberto Corrêa tem formação universitária em física. Mas seu interesse pela viola fez com que desenvolvesse carreira acadêmica na Universidade de Brasília na área de música, sem deixar de lado shows por todo o Brasil e gravação de discos, muitos deles produzidos por sua gravadora.

 

Compositor e instrumentista, Roberto Corrêa estudou a fundo seu instrumento a partir de mestres quer ele ouviu e pesquisou para escrever o primeiro método do instrumento editado em nosso país. Descobriu sete tipos de viola difundidos no Brasil: caipira, nordestina, dos cantadores, de cocho, buriti, caiçara e a do recôncavo baiano. Produziu e gravou discos com nomes importantes da cultura brasileira, entre eles Inezita Barroso, com quem fez “Voz e Viola” e “Caipira de Fato”.

 

O Estúdio F ao apresentar o trabalho de Roberto Corrêa mostra o som do chamado Brasil profundo, do interior e das periferias dos grandes centros. Entoando a viola há mais de 40 anos, apresenta clássicos sertanejos, como “Tristeza do Jeca”, de Angelino de Oliveira; o choro “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth; a viola erudita em “Prelúdio no. 1 para viola brasileira”, de Teodoro Nogueira; o som sincrético do mangue beat com a viola em “Procissão da chuvada”, de Siba; sucessos da música popular como “Romaria”, de Renato Teixeira; e músicas de sua autoria, entre elas “Campina Verde” e “Baião de pé rachado”.

 

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte

427

Roberto Corrêa

Quarta-feira, 06 de novembro de 2019, às 9 e às 17 horas.

Apresentação: Pedro Paulo Malta

 

 

 

 

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