Salgueiro

“Chegou, chegou, a Academia chegou”: os Acadêmicos do Salgueiro em destaque no Estúdio F

Eduardo Weber 21/01/15 12:00 - Atualizado em 21/01/15 12:37

A história da escola é cercada de inovações na Avenida e muitos sambas enredo que ultrapassaram os limites do desfile (Reprodução / G1)

O quarto episódio da série sobre o carnaval do Estúdio F vai até a Tijuca pra saber da história de uma escola que até o carnaval de 1953 dividia forças na comunidade. Na época, três agremiações representavam o bairro nos desfiles. Como a união faz a força, foi criada em 5 de março de 1953 o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

A história da escola, que teve como carnavalescos nomes como os de Fernando Pamplona e Joãosinho Trinta, é cercada de inovações na Avenida e muitos sambas enredo que ultrapassaram os limites do desfile. Vale citar “Bahia de todos os deuses”, cantado por Elza Soares, “Chica da Silva”, por Zezé Motta e “Festa para um rei negro”, que em 1971, levado por Zuzuca e Noel Rosa de Oliveira, fez a arquibancada cantar em coro “Ô-lê-lê, Ô-lá-lá, pega no ganzê, pega no ganzá”.

Paulo César Soares apresenta registros que narram em versos na batida do samba a importância do Salgueiro, criados por fervorosos compositores identificados de corpo inteiro com a Escola, como Aldir Blanc (“Lua sem sangue”), Geraldo Babão (“Morro inspiração”), Nei Lopes e Almir Guineto (“Abençalgueiro”) e Noel Rosa de Oliveira, autor de vários sambas enredo dessa Academia do Samba, entre eles “Chica da Silva”.



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Estúdio F
Salgueiro


Apresentado na RCB em 24 de janeiro de 2015
Apresentação: Paulo César Soares
Produção: Rádio Nacional / RJ

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