Silas de Oliveira

Uma homenagem ao genial criador de samba enredo, um dos grandes bambas do carnaval brasileiro

Eduardo Weber 22/01/15 14:32 - Atualizado em 22/01/15 15:01

A trajetória de Silas de Oliveira é contada neste Estúdio F, cuja seleção não se limita aos enredos para carnaval (Reprodução)

O quinto capítulo da série do Estúdio F sobre o carnaval é aberto com duas perguntas. Quem inventou o samba enredo? Há várias respostas possíveis, dependendo da cor do coração de quem responde. Qual o maior compositor de samba enredo? Só há uma resposta correta, não importando se o coração é verde e rosa, azul e branco ou vermelho e branco. É Silas de Oliveira.

Silas de Oliveira Assunção nasceu no Rio de Janeiro em 04 de outubro de 1916. Filho de pastor protestante, em princípio o samba não combinava com a fé religiosa de sua família. Isso não impediu que ele se tornasse um dos fundadores do Império Serrano, quando dissidentes não aceitaram as imposições do manda-chuva da Escola Prazeres da Serrinha, que na véspera do desfile de 47 trocou o samba “Conferência de São Francisco” (Silas de Oliveira / Mano Décio da Viola) por outro de um apadrinhado. Durante sua vida, Silas emplacou 14 sambas na principal passarela do carnaval do Rio de Janeiro.

A trajetória de Silas de Oliveira é contada neste programa, cuja seleção não se limita aos enredos para carnaval. Tem samba romântico e samba de terreiro. Tem samba de todo jeito. Vale ouvir “Meu drama (senhora tentação)” na voz de Elizeth Cardoso; “Me leva” (Silas de Oliveira / Joaquim Ilarindo) com Anísio Silva; “Apoteose do samba”, com o portelense Paulinho da Viola; e “Calamidade” com o imperiano Roberto Ribeiro.

Entre os sambas enredos estão alguns notáveis, como o interpretado por João Bosco, “Heróis da Liberdade”, que emocionou a avenida no carnaval de 1969, que estava sobre o impacto do AI-5. Tem o que é considerado, em pesquisa do jornal O Globo de 2003, como o melhor de todos os tempos: “Aquarela brasileira”, na voz de Martinho da Vila. Sem contar “Os cinco biales da história do Rio”, na voz de seu mais constante parceiro, Mano Décio da Viola.

Além desses números, Paulo César Soares apresenta outros sambas do compositor que faleceu numa roda de samba promovida por Mauro Duarte em 20 de maio de 1972: “Ciências do samba”, “Amor aventureiro”, “Convite” e uma de suas primeiras criações e na sua própria voz, “Na água do rio”, feita em parceira com Manoel Ferreira.



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Estúdio F
Silas de Oliveira


Apresentado na RCB em 31 de janeiro de 2015
Apresentação: Paulo César Soares
Produção: Rádio Nacional / RJ

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