Vassourinha

O Estúdio F mostra a efêmera arte de um cantor revelação

Eduardo Weber 16/05/17 13:10 - Atualizado em 17/05/17 12:34

Mário Ramos de Oliveira (Vassourinha)

Vassourinha

 

No início dos anos 1940, ele era anunciado pelos locutores do Rio de Janeiro como o artista que “varre ao seu sabor a estrada da fama”. Vassourinha, nome artístico do paulistano Mário Ramos de Oliveira, teve uma vida efêmera. Viveu somente 19 anos e deixou apenas seis discos em 78 rpm gravados entre julho de 1941 e junho do ano seguinte. Mesmo assim, se tornou um intérprete cultuado.

 

Nascido no dia 16 de maio de 1923 em São Paulo, Vassourinha começou aos 12 anos a trabalhar como ‘estafeta’ (contínuo) na Rádio Record. Mas logo chamou a atenção do elenco da emissora, porque cantava muito bem sambas pelos corredores da rádio. Em pouco tempo passou a ter dupla jornada. De manhã era estafeta, de noite, o cantor Juraci, nome artístico dado por Raul Duarte em razão do timbre de voz do garoto adolescente.

 

O Estúdio F apresenta as doze músicas gravadas por Vassourinha, entre elas clássicos do samba e do carnaval que ele lançou, como “Emília” (Wilson Batista / Haroldo Lobo), “Seu Libório” (Antonio Ribeiro / João de Barro) e “Juraci” (Antonio Almeida / Ciro de Souza).

 

O artista faleceu no dia 03 de agosto de 1942, com causa não muito bem definida, muito provavelmente por osteomielite, interrompendo uma carreira promissora, pois Vassourinha tinha um estilo muito simpático de interpretar o samba sincopado.

 

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte
298
Vassourinha
Quarta-feira, 17 de maio 2017, às 9 e às 21 horas.
Domingo, 21 de maio 2017, às 13 horas.
Apresentação: Paulo César Soares.

 

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