Zequinha de Abreu

Um dos nomes mais importantes da valsa brasileira

Eduardo Weber 09/06/20 14:54 - Atualizado em 09/06/20 15:04

Zequinha de Abreu (Divulgação)

Muita gente pode não saber nada sobre ele, mas provavelmente saberá assobiar uma das músicas emblemáticas do Brasil, o choro “Tico-tico no fubá”,

 

Seu nome de batismo é José Gomes de Abreu. Nasceu em Santa Rita do Passa Quatro, interior paulista, em 19 de setembro de 1880. Sua composição mais famosa foi composta em 1917 com o título “Tico-tico no farelo”. Permaneceu inédita em disco até 1931. Quando foi gravá-la, Zequinha de Abreu descobriu que já havia uma música com esse título, então trocou o “farelo” pelo “fubá”.

 

O compositor nunca soube da repercussão que seu choro alcançaria. Falecido em 1935, aos 54 anos, não vivenciou o sucesso da música no mercado exterior, graças à gravação de Carmen Miranda nos anos de 1940.

 

Neste Estúdio F, este choro percorre toda a edição, com versões de Carmen Miranda, Pixinguinha e Benedito Lacerda, Ademilde Fonseca, Altamiro Carrilho, Ney Matogrosso e Roberta Sá, em gravação de 2006.

 

Outros choros de Zequinha de Abreu estão no repertório, entre eles “Os pintinhos no terreiro” e “Sururu na cidade”. O maxixe é representado pela composição “Bafo de onça”. Seresteiro de primeira ordem, o que predomina nesta edição é a valsa, seu gênero preferido. Muitas estão neste repertório, como “Branca”, “Morrer sem ter amado”, “Rosa desfolhada”, “Amando sobre o mar” e “Aurora”, na interpretação de Jacob do Bandolim.

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Estúdio F – momentos musicais da Funarte

458

Zequinha de Abreu

 

Quarta-feira, 10 de junho, às 09 e às 17 horas.

 

Apresentação: Pedro Paulo Malta

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