Bossa nova antes e depois do Carnegie Hall

Em entrevista à Rádio Cultura, Tom Jobim fala sobre o que aconteceu antes e depois do célebre show de 21 de novembro de 1962 em Nova York

Felipe Tringoni 16/12/14 13:34 - Atualizado em 16/12/14 13:37

Durante as gravações do álbum 'Getz/Gilberto', de 1963, que impulsionou o sucesso mundial da bossa nova: Stan Getz, Milton Banana, Tom Jobim, Creed Taylor, João Gilberto e Astrud (Reprodução)

21 de novembro de 1962. Tom Jobim entra no avião com destino a Nova York na manhã do dia do concerto que os cantores e conjuntos mais representativos da bossa nova fariam no Carnegie Hall. "O Itamaraty me mandou à força para os Estados Unidos", relembra o compositor em entrevista à Rádio Cultura.

A casa estava cheia. A bossa nova, famosa por todos os Estados Unidos. Stan Getz e Charlie Byrd já haviam gravado “Desafinado”, vendido milhões de discos e emplacado a canção em rádios e jukeboxes por toda a América. Ainda assim, Tom resistiu.

"Eu não queria ficar lá. Falava inglês, mas não como agora. Queria correr pra casa, comer arroz com feijão, ver as morenas... Agora, valeu o sacrifício, evidentemente", reflete.

Neste módulo da série Jobim, por Antônio Brasileiro, Tom fala sobre o que aconteceu antes e depois do célebre concerto da noite do dia 21 de novembro de 1962. Relembra episódios na companhia de João Gilberto, os trâmites burocráticos para viabilizar sua estadia e o reconhecimento nos Estados Unidos.

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