Cláudio de Brito

Erudito e popular, o trabalho do músico que atuou na noite, nas salas de concerto e deixou seu legado em disco, ao divulgar o compositor brasileiro

14/06/17 15:50 - Atualizado em 14/06/17 16:00

Ele nasceu no Rio de Janeiro em 1933, no dia 20 de junho. Estudou no interior paulista, tocou na noite da metrópole, ficou cinco anos na Europa e foi pianista da Orquestra Sinfônica Municipal por quase 30 anos. Cláudio de Brito participou do Piano Maior em 1991, quando completava 21 anos de carreira. Carreira com apresentações no Brasil e exterior e muitas horas de estúdio, onde gravou vários LPs, em especial com obras de compositores brasileiros, além de Mozart, Chopin, Schumann, De Falla e Debussy (seu compositor preferido).

 

Maria Luiza Kfouri tirou do artista momentos descontraídos, como na ilustração da resposta de Luiz Levy para a música “Beija-flor” de Ernesto Nazareth, “Vicelinos”, ou quando instigou o pianista a apresentar o arranjo crido por ele para um clássico do nosso choro, “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu.

 

Por sua longa experiência em salas de concerto ou em restritos palcos de boates, Cláudio de Brito ficou à vontade ao tocar temas da chamada ‘música erudita’ (Villa-Lobos, Lina Pesce e Luiz Levy) e clássicos populares assinados por Paulo Vanzolini e Pixinguinha. Uma rara oportunidade para ouvir a sonoridade do pianista, falecido há dois anos, em 26 de março de 2015, na cidade de São Paulo.

 

 

O cmais+ é o portal de conteúdo da Cultura e reúne os canais TV Cultura, UnivespTV, MultiCultura, TV Rá-Tim-Bum! e as rádios Cultura Brasil e Cultura FM.

Visite o cmais+ e navegue por nossos conteúdos.