Cordélia Canabrava Arruda

“Eu não me profissionalizei como pianista. Pra você ser profissional do piano, o piano precisa ser sua profissão. Se fosse pianista popular, poderia tocar na noite, o que faria como muito gosto. Mas sou pianista erudita, não levo jeito para piano popular”.

05/01/18 09:59 - Atualizado em 05/01/18 10:00

Do interior de São Paulo, Cordélia Canabrava Arruda dedicou-se ao ensino, especialmente o da língua inglesa, com vários livros publicados. Todavia, sempre tocou piano, tornando-se a principal intérprete de Erik Satie no Brasil, sendo a primeira pianista a gravar a integral para piano do compositor francês, o que lhe valeu convite para ser correspondente e representante da "Fondation Erik Satie", sediada em Paris.

 

A sua apresentação no Piano Maior foi um piano-seresta, apresentando composições de seu avô, Biagio Cimino, que lhe ensinou os primeiros passos no instrumento (“Suplicando” e “Saudade”), de seu tio, Francisco Cimino (“Isolda”) e obras de Waldemar Henrique (“Uirapuru” e “Tamba-tajá”).

 

Cordélia também trouxe modinhas muito antigas que aprendeu quando estudou no Grupo Escolar de Pirangi, interior de São Paulo, tais como “O ranchinho e o sabiá” e “Mulungu”, uma seleção de toadas e “Pequenas valsas de esquina” de Francisco Mignone. 

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