Djalma não entende de política, ruído/mm e Álvaro Petersen

Irreverência mineira, pós-rock curitibano e melancolia paulista são os destaques de Solano Ribeiro nesta edição

Eduardo Weber 10/11/14 15:44 - Atualizado em 10/11/14 16:00

Os mineiros do grupo Djalma não entende de política, que se autodefinem como "uma banda cheia de tocador que canta e cantador que toca" (Divulgação / Cléber Chaves e Bárbara Leal)

Até parece que o nome que abre esta edição tem a ver com aquela conversa mole numa churrascada, quando o amigo vira para o vizinho e lasca: "O Djalma não entende de política". Pois bem, não é nada disso. Trata-se mesmo do grupo mineiro Djalma não entende de política, que se autodefine como "uma banda cheia de tocador que canta e cantador que toca. Banda que compõe as próprias canções em estilo musical bem definido: hard-sambas progressivos pós-wagnerianos. Toca os covers mais obscuros possíveis na esperança que o público não os conheça e ache que são músicas próprias". Formado por Carol Abreu, André Albernaz, Terêncio de Oliveira Drica Mitre, Marcus Alberto e Carlos Bolívia sai com EP com cinco faixas, entre elas “Bônus antitarifário”, “Supernotícia” e “A DP da DP”.

De Curitiba, vem o ruído/mm. Grupo instrumental que já faz barulho há onze anos e sai lança seu quarto registro, Rasura. As músicas “Inconstantina” e “Penhascos, desfiladeiros e outros sonhos de fuga” dão ideia dos experimentos e sonoridades estranhas que buscam atingir o ouvinte de maneira sinestésica, segundo Solano Ribeiro.

Álvaro Petersen é cantor, compositor e violonista paulista que, com o CD Si.bi.pi.ru.na, recebeu indicação ao Grammy Latino. Fez trabalho pessoal cujo título é inspirado em árvore ornamental muito utilizada na arborização de São Paulo. Do álbum, Solano destaca três obras de Petersen: “Megera”, “Si.bi.pi.ru.na” e “Flecha”, que conta com o solo de trombone de Bocato.

Os últimos vencedores do Troféu Cata-Vento de 2013 estão presentes no roteiro musical. O grupo paulistano Axial; o cantor do Vale do Paraíba, Mayr; Rodrigo Pitta. que teve disco produzido em Nova York; e Socorro Lira, que teve sua música “Pata, humana pata” eleita por Solano Ribeiro como a melhor do dano.
 

 

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Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil
Djalma não entende de política, ruído/mm e Álvaro Petersen

Na Rádio Cultura Brasil em 09 de novembro de 2014
Apresentação: Solano Ribeiro
Direção: Eduardo Weber

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