Fafá de Belém, Cia Cabelo de Maria, Joyce Moreno e Nó em Pingo D’Água

A história, o tempo e a tradição da música popular por quem conhece o Brasil de ponta a ponta

Eduardo Weber 24/08/18 17:10 - Atualizado em 24/08/18 17:14

Fafá de Belém, Cia Cabelo de Maria, Joyce Moreno e Nó em Pingo D’Água (Divulgação)

O nome do CD é “Cantos de Leontina das Dores”. O projeto é especial, dedicado ao poeta, prosador, dicionarista e, antes de tudo, gaúcho Luiz Coronel,cujos cantos “ecoam no coração de cada mulher gaúcha”, segundo Bibiana Graef. Para contar e cantar a vida de Leontina das Dores, a voz de Fafá de Belém,mais gaita ponto de Renato Borghetti e a Orquestra Unisinos Anchieta que recriam em forma de música os versos de “Fala de flores Leontina das Dores”, “As mulheres da minha terra” e “Leontina das Dores”, musicados respectivamente por Raul Elwanger, Sérgio Rojas e Marco Aurélio Vasconcelos.

 

Renata Mattar e Gustavo Finkler criaram a Cia Cabelo de Maria que tem como base a pesquisa musical de tradição popular. São mais de 20 anos de viagens por nosso Brasil registrando temas de tradição oral. Com vários discos lançados, o grupo chega com o CD “Cantos de Trabalho II”, trazendo leituras de temas de cantadoras de várias partes. Na seleção de Solano Ribeiro tem “Minervina”, coco de roda usado para pisar o chão de barro nas Alagoas; “Quero ver Rodar”, cantiga de mulheres de Batateira de Crato, no Ceará; e “Vou-me embora pra Bahia”, cantiga de moer o milho, transmitida por Dona Chica de Quixabeira da Matinha dos Pretos, na Bahia.

 

São 70 anos de vida e 50 de carreira. Pra comemorar, Joyce Moreno resolveu gravar faixa a faixa do seu primeiro disco, lançado quando tinha 20 anos. Pois bem, o resultado é o CD “50” com 11 faixas regravadas de sua primeira experiência e mais duas faixas bônus. No programa, a releitura de “Anoiteceu” (Francis Hime / Vinicius de Moraes) e “Não muda não”, de Joyce. Uma das novidades é “Velha Maluca”, de Joyce que diz: “pra não dizer que não avisei, entro agora no modo velha maluca na música e na vida”.

 

O samba já apagou as velas do centenário o que provocou muitas homenagens. Uma delas é do quarteto carioca Nó em pingo d’água formado por Celsinho Silva, Mário Sève, Rodrigo Lessa e Rogério Souza. O grupo fez uma antologia intitulada “Sambantologia”. No repertório tem o primeiro samba gravado (“Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida), “Samba da Minha Terra” (Dorival Caymmi) e “Samba de uma Nota Só” (Tom Jobim / Newton Mendonça).

 

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Solano Ribeiro e a nova música do Brasil.
Domingo, 26 de agosto de 2018, às 14 horas.
Reapresentação: segunda-feira, 27 de agosto de 2018, às 9 e às 21 horas.
Cultura FM – Domingo, 26 de agosto de 2018, às 23 horas.
Apresentação: Solano RibeiroDireção: Eduardo Weber

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