Leda Catunda: o belo, o feio e o interessante

Filha de arquitetos “modernos”, a artista plástica cresceu numa casa “de design”. Nas férias, viveu em Campinas na casa da avó portuguesa, em meio a toalhinhas de crochê.

Da redação 25/09/10 09:00 - Atualizado em 25/09/10 09:00

“Peguei um ônibus que estava cheio. Tinha uma senhora com um vestido que tinha uns Mickeys enormes. Pensei: é isso que eu quero pintar!”

Leda Catunda está entre o kitch e o primitivo. Filha de arquitetos “modernos”, cresceu numa casa “de design”. Nas férias, viveu em Campinas na casa da avó portuguesa, em meio a toalhinhas de crochê. “Minha avó vivia de enfeitar. Eu achava aquilo lindo.”

“O senso estético está coordenado por uma ideia de conforto”, diz Leda. Sua necessidade de criação está ligada a uma investigação do gosto. Em seu trabalho, a artista se apropria de imagens do cotidiano, lidando com o gosto particular de uma classe social.

“Ao invés de acomodar-se aos achados primeiros de sua carreira, (Leda Catunda) ousou redimensionar o devir de sua obra em direção a um aprofundamento extremamente particular da pintura, enquanto instituição e enquanto modalidade sensível de conhecimento do mundo”, diz o crítico Tadeu Chiarelli. “Para isso, valeu-se da introdução, nesse campo, de procedimentos tradicional ente alheios a ele, fato que determinou sua singularidade no âmbito das artes visuais no país”, continua.

O programa, gravado e veiculado originalmente em 2009, também ouviu pessoas que circulavam na retrospectiva de Catunda na Pinacoteca do Estado, em São Paulo. Em pauta, duas peças da tia avó de Leda, a compositora Eunice Katunda.

“A arte sempre tem problemas. E como esse é meu campo eu penso nisso o tempo todo: como resolvê-los.”
 

 

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