A voz do rumo (ou o rumo da voz)

A infância, os primeiros shows e as influências musicais da cantora que despontou na Vanguarda Paulistana.

da redação 22/01/10 00:00 - Atualizado em 22/01/10 00:00

A cantora e compositora Ná Ozzetti em foto de divulgação do álbum Show, de 2001. (Divulgação)

“Meu nome é Maria Cristina Ozzetti. Minha irmã não sabia falar, inventou este apelido. Daí pegou”, revela. “Aí ficou Ná Ozzetti!”

Os almoços de domingo na casa do avô eram regados a vinho e tarantela. “Eu gosto de música desde sempre. As primeiras lembranças afetivas que eu tenho são musicais”, recorda Ná. Gostava da Rita Pavone. Ouviu Beatles desde pequena – “a coisa mais poderosa das sensações”. Mais tarde, na época dos festivais, conhece Tom Jobim.

Desde que começou a ouvir música, soltou a voz. Aos 15 anos, fez sua estreia nos palcos para defender música do irmão-compositor Dante Ozzetti num festival do colégio.

Arrigo: “Como foi quando você escutou o Rumo pela primeira vez?”

“Eu não conhecia nada. Minha irmã já tinha ido ao show e gostado muito. Me mostraram a proposta do trabalho e achei tudo muito interessante, sem entender muito bem”, diz Ná. “Março ou abril de 79, estávamos fazendo a primeira temporada.”

Investigação sobre o gosto: “Jonestown”, de Frank Zappa, na banca de flores da Av. Dr. Arnaldo, em São Paulo – o “ridiculamente démodé“ álbum de 1984 The perfect stranger (Boulez rege Zapa).

Abaixo, um registro do show Balangandãs, realizado em 2008 no Teatro FECAP, em São Paulo, em que Ná Ozzetti interpreta "Boneca de piche", de Ary Barroso e Luiz Iglezias, gravado originalmente em 1938 por Carmen Miranda e Almirante.
 

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