Edição em duo: Lívia Nestrovski e Fred Ferreira

Nesta edição, um mergulho no primeiro álbum da dupla, editado em 2013. Uma parceria musical e afetiva (ou vice-versa)

Julio de Paula 26/11/13 18:36 - Atualizado em 26/11/13 18:54

Lívia Nestrovski e Fred Ferreira (Ana Dourado/Divulgação)

"O Fred me levou para o mau caminho. Eu estava no terceiro ano da escola e já estava super decidida a fazer música."

O pai é violonista e a mãe teorbista. Em criança Lívia brincava de canto lírico com a irmã. Adolescente nos Estados Unidos, estudou música na escola regular. “Eu fazia coral na escola e aí eu descobri que gostava de cantar”. Cantou musicais, descobriu João Gilberto, ouviu música barroca. Jazz e new blues passaram a fazer parte de seu repertório. De volta ao Brasil, aprendeu música pop e começou a cantar em bares na noite campineira.

"Toda cantora passa pela fase Elis Regina. Ela foi uma cantora versátil e muito expressiva já numa época moderna. Depois fui conhecendo as cantoras mais antigas. Atualmente, a Dolores Duran é a minha preferida. A cantora mais de vanguarda, mais interessante, numa época em que não tinha tanto espaço pra isso. E ela morreu muito cedo, justamente no ano em que saiu o Chega de Saudade, então ela não chegou a ouvir. Não sei o que seria da Dolores se ela tivesse vivido mais uma década ou duas."

Fred era uma "estrela mirim" de Volta Redonda, Rio de Janeiro. Cresceu num ambiente musical – o pai tocava violão, os irmãos tinham uma banda punk, a mãe estudava piano, o avô era flautista. Aos oito anos de idade, tem a lembrança criar um arranjo para "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin. Aos 14, já tinha gravado. Aos 16, estudou piano. Aos 17, entrou na UNICAMP.

"Nunca tive a pretensão de ser um guitarrista que domina o repertório do jazz e toca todos os temas, que improvisa à moda de alguém. Sempre tive uma relação íntima com o instrumento e com o que eu queria. Não queria imitar ninguém."

O duo Lívia Nestrovski e Fred Ferreira, uma parceria musical e afetiva (ou vice-versa) passa a acontecer em torno da Universidade de Campinas. Nesta edição, um mergulho no primeiro álbum da dupla, editado em 2013.

Nossa investigação sobre o gosto abraça o jazz: no CCBB, Miles Davis: "Miles runs the voodoo down" (1970).

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