Edição em trio: Sinamantes

Arrigo Barnabé conversa com Mariá Portugal, Natalia Mallo e Danilo Penteado, trio pop experimental de alma latina

Julio de Paula 29/07/13 20:15 - Atualizado em 22/10/14 11:28

Arrigo Barnabé, Mariá Portugal, Natalia Mallo e Danilo Penteado. (Julio de Paula)

“Gravamos o disco. E agora?”
 

Trabalho de experimentação em estúdio, os Sinamantes guardam referências dos Beatles. O primeiro projeto foi um EP gravado em 2010, mesmo ano em que estrearam nos palcos, no Texas, EUA. Em 2013, saiu o primeiro álbum que leva o nome da banda, “Sinamantes” é pop experimental de alma latina. 
 
“Nós três temos referências bem diferentes, mas compartilhamos muita coisa. E uma das coisas que compartilhamos são os Beatles. Nós ouvimos juntos, sempre voltamos a eles, sempre estamos falando sobre eles. Por mais que não tenha pensado para fazer esse disco, eles estão aí”.
 
Mariá Portugal estudou piano aos 10 anos, em Barão Geraldo, Campinas. “Desiludida”, passou a estudar bateria em São Paulo. Trocou pela percussão sinfônica. Na UNESP, estudou composição e regência. “Na verdade, eu cursei minha faculdade inteira trabalhando com música popular. Mas minha formação foi muito a Dona Zica, a primeira banda profissional que eu toquei. Entrei com 17 anos”, confessa. 
 
Natalia Mallo é argentina. Em criança, estudou violão erudito em Buenos Aires. Adolescente, se apaixonou pela música brasileira e abraçou a arte. Aprendeu outros instrumentos, começou a cantar e tornou-se produtora e engenheira de som. “Atualmente sou dessas pessoas que tem um instrumento mas quebra galho em muitos”, resume.
 
Danilo Penteado estudou baixo elétrico no departamento de música popular da UNICAMP. Antes disso, começou estudando teclado em Itatiba, no interior de São Paulo. Na infância, ouvia Beatles e Tom Jobim. “Meu background é da música instrumental”, diz. 
 
“Uma ideia que a gente teve desde o começo da banda é a gente poder revezar quem toca os instrumentos. O que sobressai é a ideia musical e não o quanto de técnica cada um tem.” Sina? Pecado? Sem amantes? Solitários? 
 
Sinamantes é neologismo criado pela sonoridade. “Eu confesso que quando se dá essa interpretação da grafia, de ‘sem amantes’, eu me incomodo. Como se a gente tivesse algum moralismo quanto a existir amantes. E não é o caso. A gente tem vários”, adverte Natália. “Eu vejo como solitários”, indica Arrigo.

Como não poderia ser diferente, a Investigação sobre o gosto traz o “Revolution 9”, do álbum branco dos Beatles (1968).

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