Gabriela Geluda: desafios do canto na contemporaneidade

Soprano e atriz, a carioca também atua como professora, busca pela integração corpo/voz a partir da Técnica de Alexander e é uma das principais colaboradoras da compositora Jocy de Oliveira

Julio de Paula 26/01/15 15:03 - Atualizado em 27/01/15 13:58

“Eu vejo muito a voz como um produto do corpo como um todo. Um trabalho desde o pé. Você sente o pé no chão e sua voz muda. Você percebe a tua coluna e aquilo muda sua voz. [É] psicofísico, porque o emocional também entra totalmente", diz Gabriela (Foto: Julio de Paula)

“Ir me movimentando me libera. Quando estou no meio de uma ópera, mesmo que tenha que fazer milhões de coisas enquanto estou cantando, aquilo me libera mais, me sinto mais dentro do personagem. Consequentemente as coisas funcionam mais, flui a música junto com a intenção, com a emoção, com a história, com a criatividade.”

Ela começou aos 21 anos de idade, quando ainda estava na faculdade de canto lírico. Soprano e atriz, a carioca Gabriela Geluda também tem atuado como professora. Busca pela integração corpo/voz a partir da Técnica de Alexander. Gabriela é uma das principais colaboradoras da compositora Jocy de Oliveira.

“Eu vejo muito a voz como um produto do corpo como um todo. Um trabalho desde o pé. Você sente o pé no chão e sua voz muda. Você percebe a tua coluna e aquilo muda sua voz. [É] psicofísico, porque o emocional também entra totalmente", diz.

“No meu processo com o canto, eu medito, eu uso a técnica de Alexander, faço os vocalizes e exercícios específicos. Parece que tenho que atacar em todas as direções, ir juntando o quebra-cabeça. Até que chega uma hora que parece que [tudo se] conecta. Estou ali e acontece. Mas ainda é um mistério.”

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