Letieres Leite: do universo percussivo baiano

Supertônica mergulha nas histórias de Letieres ao som de suas composições, que traduzem para os palcos o universo dos terreiros

Julio de Paula 07/03/14 20:26 - Atualizado em 07/03/14 20:38

Latieres Leite, à direita, com Arrigo Barnabé: o universo dos terreiros está em suas composições (Julio de Paula)

"Aconteceu uma coisa interessante. Depois que a gente tocou, teve um silêncio na plateia. Pensei que ninguém havia gostado. Mas depois houve uma ovação brusca. Então, percebi que tinha alguma coisa ali. E eu comecei a tocar com a orquestra cada vez mais e os músicos da Bahia se aproximaram."

Rum, rumpi e lé: os tambores sagrados afrobrasileiros inspiraram o nome e o espírito da Orkestra Rumpilezz. "Dos cinco percussionistas da orquestra, três pelo menos são fortemente ligados ao candomblé. São eles que tocam os instrumentos. O rum, o mais sacro, só uma pessoa toca", explica Letieres Leite.

Ele é apontado na rua como o Maestro de Ivete. Nos anos 1970, começou nas artes plásticas e abraçou a música sob a efervescente Escola de Música da Universidade da Bahia. Autoditada, tornou-se flautista, saxofonista, produtor musical, arranjador. Em Viena, estudou formalmente e passou a compor. Abraçou a difusão do universo percussivo baiano. Depois de acompanhar grandes nomes da música popular brasileira, hoje lidera sua bigband suigeneris, a Orkestra Rumpilezz.

Nesta edição, um mergulho nas histórias de Letieres, embaladas por suas composições que traduzem para os palcos o universo dos terreiros.

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