Rafael Galante: Atlântico Negro

Por uma história social da música afro-brasileira

29/04/19 15:29 - Atualizado em 29/04/19 17:14

O Brasil foi o primeiro país a entrar e o último a sair do tráfico de escravos negros.

 

Recife, século 17: uma embaixada do Reino do Congo circula com pompa pelas ruas da Mauritsstad. Rio de Janeiro, início do século 19: vende-se um escravo virtuose em marimba e piano. Estes são dois exemplos de muitas outras passagens da tão pouco conhecida história das relações entre Áfricas e Américas.

 

Instrumentos esquecidos, religiões adaptadas, etnias expatriadas, etnocídio. Um atlântico negro nos separa e nos conecta ao continente Africano. A história da música sob a perspectiva social é o ponto de partida para esta edição gravada em abril de 2019, sob o comando de Rafael Galante, historiador e etnomusicólogo.

 

Rafael é mestre e doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo, onde realiza a pesquisa: Iconografia musical do Atlântico Negro: Brasil, África Central e Austral, um inventário analítico (séculos. 16-19). Em 2014 esteve como professor visitante do Departamento de Português e Espanhol da Universidade Smith College, em Massachusetts, EUA e no segundo semestre de 2017 esteve como pesquisador visitante no departamento de História da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Moçambique. Realizou pesquisas de campo sobre música, religião e cultura popular em comunidades quilombolas e tradicionais do Brasil, Cuba e Moçambique, investigando a presença cultural africana nos processos históricos de formação das culturas musicais e identidades afro-diaspóricas no âmbito do espaço atlântico.

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