Sergio Villafranca: do intérprete co-autor

Pianista e compositor apoia o intérprete como coautor de uma obra e critica o “excesso de racionalização”.

Julio de Paula 03/05/13 21:01 - Atualizado em 03/05/13 21:01

Sergio Villafranca e Arrigo Barnabé. (Julio de Paula)

 “A gente desenvolve pouco os gestos. A gente tem um corpo multidirecional, com tantas possibilidades e, no caso do piano, fica lá com o bracinho, apenas”

Há tempos ele faz recriações das obras de Bach – a contragosto de sua professora de piano. Tendo trabalhado em colaboração com H. J. Koellreutter, ele apoia o intérprete como coautor de uma obra e critica o “excesso de racionalização”. Abaixo a ditadura do conservatório, defende o pianista (e adepto do improviso) Sergio Villafranca.

“Com Koellreutter foi uma pós-graduação. Ele mudou minha vida. Eu tinha uma formação como a maioria dos seres humanos: música é música, ecologia é ecologia, pintura é pintura. E chego lá com o Koellreutter e vejo que tudo é uma coisa só, tudo está ligado” (...) “Para ele Arte era uma ampliação da consciência. Ele era muito sério, muito profundo. (...) Era um homem que não separava arte da vida. Uma coisa que incomodava ele, ele fica refletindo. E estava sempre mudando de opinião também.”

Entre a vanguarda e o “cafona”, Villafranca é fã de Glenn Gould e adora ouvir música popular. “Me influencia muito o frescor, a soltura, o lúdico da música popular”, diz.

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