Supertônica In Memoriam Aldir Blanc

Homenagem a um dos letristas mais importantes da MPB

11/05/20 13:27 - Atualizado em 11/05/20 13:34

“Aldir foi mais do que um amigo pra mim. Ele se confunde com a

minha própria vida. A cada show, cada canção, em cada cidade, era ele

que falava em mim. Mesmo quando estivemos afastados, ele esteve

comigo. E quando nos reaproximamos foi como se tivéssemos apenas nos

despedido na madrugada anterior. Desde então, voltamos a nos falar

ininterruptamente. Ele com aquele humor divino. Sempre apaixonado

pelos netos. Ele médico, eu hipocondríaco. Fomos amigos novos e antigos.

Mas sobretudo eternos. Não existe João sem Aldir. Felizmente nossas

canções estão aí para nos sobreviver”.

 

Com estas palavras, João Bosco se despedia do parceiro Aldir Blanc, em texto publicado no instagram, em 04 de maio de 2020. Aldir, morreu aos 73 anos por por complicações causadas pela covid-19, encerrando uma das maiores colaborações da música brasileira. Suas canções que marcaram os anos 1970 e entraram para a história da resistência à ditadura militar no Brasil.

 

Médico de formação, Aldir Blanc trocou a psiquiatria pela vida boêmia carioca. Depois, os bares e madrugadas para viver recluso em casa, com seus livros e sua família. Em cinco décadas de atividade, o legado do escritor, poeta e letrista está estimado em cerca de 600 canções, muitas em parceria com nomes como Guinga e Moacyr Luz, além de seu mais importante colaborador, João Bosco.  

 

Nesta edição, Arrigo relembra a primeira vez que ouviu falar na dupla Blanc e Bosco e destaca algumas de suas mais significativas canções e gravações. Programa transmitido originalmente em 09 de maio de 2020.

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