Lurdez da Luz: ritmo, poesia e mpb

O trabalho da rapper exprime referências diversas daquelas encontradas na cultura hip hop.

Vilmar Bittencourt 16/11/10 14:00 - Atualizado em 20/08/13 16:10

Para a protagonista, o EP Lurdez da Luz é um disco de rap. Porém, diferentemente de outros itens do gênero, o trabalho tende a exprimir referências diversas daquelas encontradas na cultura hip hop. O primeiro álbum-solo da cantora e compositora paulistana, egressa do grupo Mamelo Sound System, propõe caminhos insuspeitados para quem ritmo e poesia bastam.

Inconformada com um certo romantismo presente na música brasileira dos anos 1980, Lurdez da Luz partiu para o que classifica de vandalismo musical: deu início à carreira fazendo “punk rock”. Depois de descobrir o suingue de Jorge Benjor, passou a dar ouvidos aos discos antigos nacionais de onde tirou ideias para seu trabalho original.

Ao TodaMúsica, Lurdez da Luz disse como utilizou a clássica gravação de “Meu nome é Gal” para montar a faixa “Fim da egotrip” e revelou admiração pelo tema de Hermeto Pascoal do qual pegou emprestados o título e o refrão.

O TodaMúsica com o EP Lurdez da Luz toca “Andei”, “Por um punhado de palavras”, “Eu sou o cara”, “Meu mundo numa quadra” e “Corrente de água doce”, uma colaboração com Jorge Du Peixe.

No bônus, com trechos da entrevista não incluídos na edição final do programa, Lurdez da Luz analisa sua condição de independente no mercado fonográfico, adianta que já tem material para um próximo disco e mostra-se arrependida por ter vendido suas guitarras.
 

 

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