Maria Alcina confete e serpentina

O segundo álbum da cantora em parceria com Mauricio Bussab abre mão do carnaval para realçar o colorido de sua alma foliona.

Vilmar Bittencourt 25/05/10 19:40 - Atualizado em 25/05/10 19:40

A criadora e a criatura: Maria Alcina e o álbum Confete e serpentina. (Feco Hamburger)

Se você pensa que a micareta continua, enganou-se. Apesar do título, o segundo álbum de Maria Alcina em parceria com Mauricio Bussab abre mão do carnaval para realçar o colorido da alma foliona da cantora. A capa em branco e preto é a senha do que virá.

Maria Alcina confete e serpentina abre com “Roendo as unhas”, samba experimental de Paulinho da Viola lançado no álbum mais sombrio do sambista, o Nervos de aço. O clima proposto na primeira faixa perdura em versos como “O hospício não vai me dobrar/Eu recuso, eu resisto/Eu cuspo os comprimidos” de “Não pára”, canção de Wado.

Na entrevista ao TodaMúsica, Maria Alcina fez questão de destacar a importância do trabalho do músico e produtor Mauricio Bussab. O líder do grupo Bojo produziu o álbum, tocou em nove das 11 faixas e apresentou à cantora jovens compositores como Ronei Jorge, Roseli Martins e Adalberto Rabelo Filho, guitarrista do quinteto Numismata que acompanha Alcina em “Das tripas coração”.

O TodaMúsica com Maria Alcina confete e serpentina, além das já citadas, toca “Colapso”, tema de Arruda e Alzira E; “Espaço sideral”, marcha de Moisés Santana cujo acompanhamento conta com o desempenho da Banda do Fumaça; “Cachorro vira-lata”, uma habitual visita ao repertório de Carmen Miranda, e “Eu quero é botar meu bloco na rua”, canção emblemática de Sérgio Sampaio que clama por um carnaval na atmosfera dos anos de chumbo brasileiros.

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