Henry Burnet, Luis Aranha e Riachão

O novo e a tradição presentes em uma só edição do programa de Solano Ribeiro, estrelando Henry Burnet, Luís Aranha e Riachão

Eduardo Weber 21/12/13 20:28 - Atualizado em 21/12/13 21:00

Detalhe da capa do álbum "Mundão de ouro", do sambista Riachão (Reprodução/Patrícia Ribeiro)

Maneiras diferentes de receber influências e de influenciar. O novo e a tradição presentes numa só edição. Assim se faz o programa que busca na produção independente o que acontece hoje na MP do B.

Henry Burnett nasceu no ano de 1971 em Belém do Pará, onde viveu até os 27 anos. De lá para Campinas, Rio de Janeiro, São Paulo, São José dos Campos e Buenos Aires. Das tradições paraenses, seu trabalho soma influências da música popular de muitos cantos. Ele ao violão, Manolo Cedrón no bandoneón e a voz de Florência Bernales compõem o CD Interior, cujo repertório é formado por músicas de Burnett, que, além de cantor, violonista e compositor, é professor de filosofia da UNIFESP. No repertório, o tempero portenho em "Nordeste", além de "Noite de São João" e "Pra não magoar" (ambas compostas em parceira com Edson Coelho).

A informação musical nos chega de várias maneiras. A de Luís Aranha começou em casa com mistura de fitas K-7 do pai e na escola com o som de concertos regidos por Eleazar de Carvalho. Em casa, na escola e nas longas viagens de carro, que sempre são longas para as crianças, o som de Chico Buarque, Tom Jobim e Elis Regina se misturava ao de Ella Fitzgerald, Michael Jackson, Debussy, Bach, Mozart e Beethoven. Onde bate o Sol é o primeiro disco de Aranha, que tem trabalho musical indicado ao Prêmio Shell. Obras de sua autoria estão no repertório, entre elas "Onde bate o Sol", "Mistura fina" e "Tem canção".

Você já ouviu que "o samba nasceu lá na Bahia". Mas você conhece a fundo o samba baiano? Solano Ribeiro mostra o álbum Mundão de ouro, de Riachão, talentoso sambista do Recôncavo que não virou notoriedade. Aos 92 anos, ele segue como uma dos maiores sambistas vivos do Brasil e com disco novo produzido por Cássio Calazans e Serginho Rezende. Oportunidade para você se ligar em "Meu dia vem aí", "Eu vou chegando", "O apito zuou" e "História do Bochecha Grande", todas de e com Riachão. Tem também "Chô, chuá (Cada macaco no seu galho)", que Gil e Caetano gravaram há mais de 40 anos. Música de Riachão. Você sabia?

O quarteto Cobra Coral, o sambista Alvinho Lancellotti e o rapper Projota também estão no programa. São outros três vencedores do Troféu Cata-Vento 2013, prêmio de Solano Ribeiro aos melhores da produção independente nas categorias conjunto, samba e rapper.

 
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Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil
Henry Burnet, Luis Aranha e Riachão

Na Rádio Cultura Brasil em 22 de dezembro de 2013
Apresentação: Solano Ribeiro
Direção: Eduardo Weber

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