Itamar em família (por Anelis e Serena Assumpção)

O lançamento da Caixa Preta é pretexto para reunir suas filhas Serena e Anelis Assumpção em conversa com o “Amigo Arrigo”.

Da redação 16/10/10 10:00 - Atualizado em 16/10/10 10:00

O cantor e compositor Itamar Assumpção durante o programa Ensaio, gravado em 1999. (Marcos Penteado / CEDOC FPA)

“Você pode se queimar sob a luz do fogo imperecível da intuição do criador de Nego Dito”, escreve Arrigo em 1998 no álbum Pretobrás. “Sua postura de grande independência em relação às convenções musicais e mercadológicas permanece como referência de uma fase bastante especial da vida cultural de São Paulo”, constata Danilo Santos de Miranda no texto de apresentação da Caixa preta. “Viver e conviver é a arte mais sublime e perfeita que existe”, diz Zena Brigo de Assumpção, esposa de Itamar.

A Caixa preta, edição com a obra integral de Itamar Assumpção (10 álbuns de carreira e 2 inéditos), com lançamento pelo Selo SESC (2010), é pretexto para reunir suas filhas Serena Assumpção e Anelis Assumpção em conversa com o “Amigo Arrigo”. Deste encontro nasceu esta edição Supertônica: Itamar em família.


Música feita em casa

“Eu sempre gostei da música dele. Mas não era a coisa que pra mim falava mais. Quando a gente é adolescente quer ficar ouvindo outras coisas, como a fase horrorosa do New Kids on the Block”, confessa Serena.

“Eu estava sempre com ele. Reclamava porque era cansativo, mas gostava. A música aproximou a gente ainda mais. Eu era bem próxima, bem ligada a ele. E foi muito curioso, porque eu nunca tinha falado pra ele que eu queria fazer música, que eu pensava em estudar música. Tinha medo de falar sobre música com ele”, diz Anelis.


“É mulata a minha prole”

Filhas do Nego Dito com a mãe italiana loira de olhos claros, Anelis e Serena recordam da pergunta afirmativa do pai: “Vocês são mulatas. Sabem o que significa mulata?” A histórias dos negros, assim como a dos europeus, era assunto em família. “Ele gostava muito de história e sociologia”, diz Anelis. “Ele se posicionou muito na vida como negro”, resume Serena. Arrigo revela às meninas histórias de quando Itamar chegou em São Paulo. Eles moraram juntos em 1975: “As gravadoras queriam que ele gravasse um disco de pontos de umbanda”, lembra.


Itamar é palmeira do deserto, valente-forte

 

 

 

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